Créditos imobiliários bateram recorde em 2013
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014![]() |
| Altos do São Francisco |
O sonho da casa própria bateu um recorde histórico no ano passado no Brasil. Os financiamentos imobiliários com recursos das cadernetas de poupança atingiram R$ 109,2 bilhões em 2013, de acordo com dados divulgados esta semana pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). O aumento foi de 32% (R$ 82,8 bilhões), em comparação com 2012. A queda no desemprego e na inadimplência, somadas a aspectos positivos da economia, fizeram disparar a procura por crédito.
Na região de Piracicaba, o bom momento econômico e a grande oferta de produtos, confirmam o crescimento. Segundo o superintendente regional da Caixa em Piracicaba, Carlos Henrique Almeida Custódio, na média o aumento dos financiamentos foi de 20% no ano passado em relação ao período anterior. O levantamento oficial da instituição fica pronto em março. “A indústria da construção civil tem gerado mais emprego e envolve toda a cadeia de abastecimento desse setor (material). A renda melhorou, as taxas de juros para financiamentos diminuíram e os prazos aumentaram, facilitando a realização do sonho de comprar a moradia”, disse.
Outro fator que facilitou a adesão aos financiamentos foi a abertura para compra de imóveis até R$ 500 mil, favorecendo precisa usar o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), desde que contribua há mais de três anos.
Custódio mantém-se ainda mais otimista para 2014. “O volume de empreendimentos que temos recebido solicitando financiamento, nos leva a crer que 2014 poderá superar 2013”, prevê.
André Luís de Souza Júnior, diretor da Ato Imóveis, afirmou que os imóveis financiados foram o grande motor de vendas de 2013, movimentando 70% do volume de negociações. A possibilidade de utilizar subsídios do governo pelo plano Minha casa, minha vida, teve responsabilidade sobre esse aumento. Mas a burocracia, destaca, também dificulta muitos negócios. “Se você compra um carro novo e financiado, sai com ele da agência no mesmo dia. Para o imóvel, é necessário esperar pelo menos três meses para a liberação da verba.”
ADEUS, ALUGUEL — O alto valor dos imóveis para locação também tem motivado a compra. O preço dos aluguéis muitas vezes acaba se equiparando ao que será pago pelo financiamento. A principal responsável por impulsionar essa troca da locação pela casa própria foi a população na faixa dos 25 aos 35 anos, que opta por “iniciar” a vida sem depender do aluguel. Na preferência da maioria dos clientes, apartamentos de 55 metros quadrados e com valores na faixa dos R$ 200 mil.
Além do alívio de fugir do aluguel, o fisioterapeuta Rodolfo Detoni, 28, levou em conta a localização do imóvel em que irá morar com a futura esposa pela segurança, localização e facilidade de acesso ao trabalho de ambos. “Estamos no começo da vida juntos e não tínhamos o valor total do imóvel, por isso optamos por financiá- lo. Fizemos em 35 anos, mas esperamos pagar em 15, pois nossa expectativa é irmos quitando as parcelas com valores de poupança e 13º salários.”
Para o casal, conseguir fazer a compra serviu como motivação neste momento de correria para os preparativos do casamento. “Sabemos que só será realmente nosso quando o financiamento estiver totalmente quitado, mas a sensação de independência é maravilhosa. Nossa expectativa é ainda maior porque estamos pensando em todos os detalhes até que o apartamento esteja decorado”, comemora.
Por: Jornal de Piracicaba
